terça-feira, 22 de agosto de 2017

Froid, O Rebelde Sutil Fazendo Trap

Como de costume, Froid vem roubando a cena atual do rap. Com a participação na voz e na produção (que por sinal ficou pesada) de Santzu, nomes um pouco que conhecidos até fora do rap, certo? haha
Santzu destruiu no Trap 4x4. Flow pesado, combinando e lembrando o boom bap, mas isso é trap, ok? No som para quem não percebeu há presença de boom bap para ele encaixar esse flow e uma leve sampleada da série The Walking Dead (me corrija se estiver errado haha), produzida pela FOX. Mas não tem como comparar. Froid tomou de assalto no próprio som! "Auto estima em dó", um som com muitas analogias e sátiras que fala basicamente do preconceito dos moralistas. Mas os jornalistas se amarram no nosso estilo e acabamos entrando automaticamente na vida deles, vai entender! Não tem como controlar esses repeiros! Pessoas que ouvem o som e reclamam, ele já deu o recado: "Vai lá no Serviço de Atendimento ao Cliente". E ainda cita, como alguém ruim consegue esgotar vários shows? Quem ouve música não sabe o que ouve e paga só de sacanagem? Isso é rap carai! E ainda fala sobre o repúdio na cabeça das pessoas, que fazer o que gosta sem assinar carteira e ainda ser bem sucedido é um crime bárbaro. Essa é uma música para moralistas mesmo, não tem como não ser.
Por isso que cito a "rebeldia sutil" do brasiliense, Froid. Ele consegue atacar as pessoas nas menores coisas, em frases simples sem precisar usar palavrão (não que ele não use, mas hip hop é ofensivo mesmo e ponto, tem que tocar na ferida). Em um verso ele apenas cita algo relacionado ao nosso ego, que várias coisas sobem a cabeça, e faz referência a todos que já disseram que quando pequenos não iriam tomar cerveja, fumar um cigarro, coisas que repudiavam e hoje em dia fazem. Eu entendi que ele quis dizer que as pessoas mudam e que algo que você não gosta pode vir a fazer e vice versa mas que o mundo do rap é um mundo de ego, ou melhor como o próprio disse: "auto estima em dose". Bora ouvir o som e analisar também?
E lembre-se: Sua impressão digital é seu número no banco de dados do governo, biaaaaatch!

 Froid part. Santzu - " Autoestima em Dó " (prod. Santzu)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Projota em seu novo álbum "AMADMOL"

Projota estreou seu novo álbum hoje, 28, "A Arte Milenar de Meter o Louco". Desde muito tempo acompanho esse artista, independente de opiniões alheias, também já tive as minhas a respeito dele. Não tem como ser imparcial e as vezes acabar opinando que Projota é vendido, que perdeu a essência. Porém ele revolucionou a cena do Hip Hop nesses últimos anos. Um dos poucos que realmente estourou e é reconhecido por muita gente de conceito, e sinceramente, só por ele dar entrevistas para grandes emissoras que temos preconceito não quer dizer que ele é vendido. Muitos tem a mentalidade limitada e acha que viver de rap é viver de miséria, freestyle e show barato. O Hip Hop prega a melhora de vida, evolução mental, evolução musical. E quem prega miséria deveria fazer parte dessas emissoras e largar o rap, ao contrário dele que entra nas emissoras e manda boas mensagens para alcançar mais e mais pessoas. E para fazer música boa, bem produzida sem dinheiro é quase impossível. Precisamos aceitar que a música dele é feita para todos os públicos. Temos que entender que ser reconhecido e levar uma boa vida acaba sendo inspiração para muitos que estão na luta do dia a dia. Projota é um artista completo na minha opinião, boa sonoridade de som, letras limpas e pode ser ouvida em qualquer lugar. Há quem prefira o underground, o sujo (risos), eu prefiro, mas não deixo de gostar da sonoridade do cara.
(fim do desabafo pessoal)
Com participação do Mano Brow, Karol Conká, Haikaiss e Rashid, o álbum fala até sobre essa arte de falar mal dos outros em troca de like. Segue o link do clipe: 


Alt Niss, a mina do R&B brasileiro

Da Zona Sul de São Paulo e com forte influência pelo R&B antes mesmo de ser chamado propriamente de Rhytm and Blues, Alt Niss tem uma voz excêntrica e um grande talento a ser explorado. Lançou agora no dia 7 de julho o single "Zona Sul 89". Conheci ela hoje e já está no repeat e na playlist! Ouça agora:


Quer conhecer mais o trabalho dela? Só pesquisar no Facebook "Alt Niss" que já aparece. O EP lançado por Rodrigo Locaut em abril de 2017, intitula-se "Chroma" e tem participação de Alt Niss na faixa 3 - "Detalhes".


Grupo Oriente mais próximo de lançar novo álbum

O grupo de rap Oriente, que surgiu em 2008, formada por Chino, Nissin, Bruno Silva e Geninho BeatBox está cada dia mais próximo de lançar o seu 3º álbum intitulado "Yin Yang". E nessa última semana lançou o clipe "Essa eu fiz pra você", um love song pessadíssimo, mudando completamente o estilo e trazendo um novo conteúdo para a galera. E hoje, 28, lançou "R.A.P" em um lyric video com animação. Música com participação do notório KL Jay, Dj da banda Racionais MC's e com uma pegada peculiar, segundo eles do rock n roll da banda Rage Against The Machine, e pra quem ouviu é nítida a referência. Dá um check!



quinta-feira, 27 de julho de 2017

Pineapple e a reedição de Poetas no Topo 2

O canal do YouTube Pineapple StormTV removeu o clipe de Poetas no Topo 2 com mais de 12 milhões de visualizações por conta de complicações contratuais com o rapper Raffa Moreira. 
Após a quebra de contrato desde o início por divulgar a música antes do lançamento e constantes constrangimentos para ele mesmo, para a própria Pineapple e para o Qualy do grupo "Haikaiss", o rapper ainda exige após mais de 4 meses o reembolso por não ter sido pago em dinheiro e sim com uma "camisa de abacaxi" como o próprio alega. Uma piada que talvez tenha fim alguma hora, mas ainda rende boas risadas. Mas não para a Pineapple!
Após grandes dores de cabeça e uma ameaça por telefone fez com que o selo reeditasse o vídeo retirando a parte dele e tampando o rosto de Raffa Moreira com um desfoque como fim de discussão e nada de pagamento sobre direitos autorais indevidos. Uma boa medida nessa nova era "internética", certo? 
Para quem nunca assistiu o vídeo pode parecer normal. Mas quem já conhecia pode achar até muito estranho por nunca ter acontecido isso com outros cantores. Eu pelo menos achei estranho e até engraçado. Um sujeito dançando, fazendo gestos com o rosto desfocado. Confere aí quem curte Poetas no Topo 2 e já não aguentava para pular para a parte do Orochi.


Beleza. Agora só para terminar tenho que fazer uma divulgação cômica: A diss do Raffa Moreira para o estúdio exigindo o pagamento pela participação.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Russ lança clipe de "Me You"

Russ lançou hoje, 25 de julho, o videoclipe de "Me You" do seu álbum " There's Really A Wolf" lançado em maio desse ano.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Lançamentos da Semana

A meta é que toda sexta-feira eu consiga postar alguns lançamentos da semana, os mais importantes e falar um pouco sobre o que achei da produção audio/visual. Essa última semana de junho tivemos grandes lançamentos, como o álbum "Grateful" do DJ Khaled, com várias participações que estão estourando na gringa, confere aí o Trap "On Everything", com participação de Travis Scott, Rick Ross e Big Sean: 

DJ Khaled - On Everything Part. Travis Scott, Rick Ross e Big Sean


Tyler the Creator, com o estilo hardcore de sempre, instrumental inundado de efeitos vocais, com clipes que sempre puxam pro gênero horrorcore sendo geralmente ele o diretor. Com participação de A$AP Rocky, onde já fizeram outro som juntos chamado "WHAT THE FUCK RIGHT NOW".


Tyler, The Creator - Who Dat Boy Part. A$AP Rocky


Agora vamos falar sobre nosso lindo país não é? Mas não necessariamente, o produtor é brasileiro, mas o poeta é de Moçambique. Produzido por DJ Caique, Azagaia em "No Ano da Fome", nos trouxe uma das mais lindas letras, sobre o valor das coisas, das pessoas e a facilidade de enganar alguém para conseguir chegar o topo. Várias metáforas e analogias no meio de histórias verdadeiras, decifre qual é! Sem falar no refrão cantado por Macaia! Não posso falar muito senão pode perder a graça. Ouve ai: 

Azagaia - No Ano da Fome part. Macaia (Prod. Dj Caique)


Então, mais uma bomba do DJ Caique e vez da minas, boom bap raíz, ótimo para letras criminais que a Clara Lima, Tati Botelho e Cris do grupo de rap SNJ trouxeram. Mas nada que enaltece o crime, apenas mostra a realidade com um pouco de ficção e que todo caminho errado tem saída. Como na letra da Cris que diz "papel, caneta, livros. fuzil, escopeta". No lugar do ponto, serve bem um sinal de igual. Conhecimento é a maior arma que nós podemos ter. Gratidão por esse som, mulheres!


Clara Lima, Tati Botelho, Cris SNJ - Mente Criminosa (Prod. Dj Caique)

E essa fecha junto com qualquer festa, para representar e mandar os passos que treinou no espelho, pra dançar envolvente com aquela gata. Future lança "PIE" com participação de Cris Brown, e quebra tudo nessa track!

Future - PIE ft. Chris Brown


sábado, 3 de junho de 2017

MC Estudante promove ação social em Padre Miguel


Hoje eu venho trazer um texto, não falando do que o rap fez, mas o que anda fazendo. São pequenas atitudes que se tornam nobres e merecem o reconhecimento das pessoas. São pequenas grandes atitudes, que não envolve dinheiro mas envolve muita força de vontade. Mostrando a sociedade o valor da cultura, que não é apenas música, dança e videoclipes bem feitos. Eu precisava escrever sobre isso e pedi carinhosamente para um amigo que estava nessa grande ação social. Mostrando que se o governo não faz, nós fazemos! Segue o texto de Alex Oliveira, que vem desbravando e desmistificando o seu aprendizado na cultura hip-hop.

“Bom dia, boa tarde ou boa noite!
Hoje venho de forma um pouco mais descontraída, falar sobre uma ótima experiência que tive no último domingo,28. Quando eu provavelmente perderia esse tempo em casa com coisas fúteis preferi comparecer em Padre Miguel no Rio de Janeiro, próximo a 77, havia um evento organizado pelo Mc Estudante, com a intenção de revitalizar uma praça com o projeto de fazer dali futuramente uma praça que tenha uma roda cultural e diversos outros projetos citados por ele mesmo como até dar aula de matemática e física para quem precisa.
Em pleno domingo, acordei cedo, previamente as 06:00h da manhã para tentar chegar as 09:00h ao destino e acabei chegando as 10:00h. Cheguei ao local com facilidade pois quem sabe falar chega aonde quer. Logo chegando ao local fui bem recebido pelo pessoal que já estava lá. Não era muita gente, apenas o Mc Estudante, Igor Oliveira, Carlos N. Junior, entre outros que agora me falta os nomes... (risos), lembro que pela parte da manhã havia um total de 8 a 9 pessoas, e começamos. Nos organizamos para varrer e fazer a limpeza de toda a praça, retirando assim todo entulho e resto de lixo que havíamos encontrado espalhado pelo local, capinamos o mato ao som do que há de melhor, nosso Rap Nacional, e com a música tocando em alto e bom som o trabalho fluía e todos faziam a sua parte. E para não ficar desorganizado havia todo um cronograma:
9:00h - Café da manhã, separar grupos e distribuir funções
10:00h - Início das tarefas
13:00h - Almoço
14:00h - Reinício das tarefas
16:00h - Recolher materiais
16:15h - Batalha de MC's
18:00h - Término das atividades
A princípio tudo aconteceu da melhor forma, a galera muito maneira, geral trabalhando e não havia um que enrolasse, todos com a mão na massa sem preguiça. Tomamos nosso café e retornamos a labuta, e com o passar do tempo foi chegando mais algumas pessoas para ajudar, nos apresentávamos ao pessoal e alguns moradores da velha guarda até chegaram a ajudar, outros passavam e elogiavam, e nós nos mantivemos lá zoando e trabalhando, porque ainda faltava muita coisa. No horário de almoço olhávamos a praça e já víamos uma grande diferença, todos que passavam ficavam admirados e deslumbrados com a mudança e me senti verdadeiramente útil, fazendo o meu papel. Essa é a verdade, nunca vi um domingo tão produtivo, e só faltou mesmo a batalha que não aconteceu por que não havia tantos MC’s. Como eu estou começando e querendo desmistificar meu plano no rap, preferi não arriscar (risos), porém valeu todo o esforço, cada calo na mão e o cansaço no final da tarde e a batalha vai ficar para a próxima sem falta”.


É o rap! Quer mandar a sua história no meio Hip Hop? Quer divulgar um som? Só entrar em contato nas mídias sociais! #rebelab


Escrito por Alex Oliveira

sábado, 27 de maio de 2017

DOIS ÁLBUNS DO MÊS DE MAIO E UM BÔNUS



Ontem, 26 de maio, foi lançado o álbum "Bonde da Madrugada 2", que se teletransportou para os meus recomendados do YouTube essa madruga com a continuação do álbum de mesmo nome desses malucos da ConeCrewDiretoria lançado em 2015. Com suas letras gastativas e em prol da legalização. Papatinho com seus samples misteriosos e participações da nova geração do RAP, como Luccas Carlos, Orochi vencedor do Duelo Nacional de MC's e PK do grupo Class A. Depois de 2 anos sem lançar álbum, eles trouxeram um pouco daquela sensação das músicas antigas, como em "Relíquia 2", "O Mundo Deu Voltas" e "Prenderam o Cert" sampleada com a intro do single Energia. Agora, a capa do álbum eu particularmente achei uma alusão ao que era há 2 anos atrás e o que é agora. Antes todos dentro de uma van e agora em 2017 em um avião, como reflexo de melhora, um avanço na carreira. Dá um confere ao lado:




Na quinta feira, dia 25 desse mês foi lançado o álbum de estréia de Rincon Sapiência, "Galanga Livre", quase que totalmente independente, com apenas uma faixa produzida por Gambia Beats, com coprodução e direção musical realizada por William Magalhães. O álbum refere-se à Galanga, um escravo fugitivo por cometer um crime bárbaro, inspirado de um conto fictício escrito por Danilo Albert Ambrosio (ele mesmo). Muita musicalidade, rifs de guitarras, scratch, muita bateria, críticas sociais pesadas e como não poderia faltar, o ritmo africano. Ouça abaixo:



E por último um bônus. Filipe Ret nos trouxe um remix, da música "Glória pra nós" do seu álbum Revel lançado em 2015. Sampleada do som de Raekwon, "Ice Cream", membro do Wu- Tang Clan, com partipação de Erick Skratch do Cartel MC's. Boom bap puro!



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cultura Hip-Hop – O Início no Brasil

    Quando falo em Hip-Hop a única palavra que me vem na cabeça é REBELDIA (em alto e bom tom mesmo). O ato de se rebelar é fazer diferente dos que fizeram no passado. E sim, rebeldia no ato de destruição de ideias, dogmas e preconceitos já estabelecidos.
    Depois de assistir uma entrevista com Nelson Triunfo, um dos pioneiros no Break Dance, tive que admitir, o rap (rhythm and poetry) nasceu com a cultura nordestina, na música falada, ritmada, conhecida como repente. Porém, oficialmente o movimento começou em meados dos anos 80, com o primeiro álbum “Hip Hop Cultura de Rua” produzido em 1988 por DJ Hum, Thaíde, MC Jack e Código13, em São Paulo. A forma como cantam e expressam ideias lembra muito a série “The Get Down “produzida pelo Netflix, com muitas cores, história e emoções, mostrando como foi formada a cultura Hip Hop nos Estados Unidos, mais exatamente no Brooklyn. Retrata a dificuldade que era fazer música deste estilo na época, como também não foi nada fácil aqui no Brasil, como retrata no documentário brasileiro “Marco Zero do Hip Hop”. Confere aí em baixo:

"Marco Zero do Hip Hop"

"Hip Hop Cultura de Rua"


    Como a grande maioria conhece, o Hip Hop possuí 4 elementos: O MC, que é o Mestre de Cerimônia, o poeta, que motiva as pessoas com suas rimas. O DJ que sempre junto com o MC é o que dá ritmo a coisa toda, utilizando de equipamentos eletrônicos como teclado, MPC, Toca Discos e afins. O B-boy ou B-girl com vários estilos de dança misturados e performances únicas que os diferenciam entre eles mesmos. Por final mas não por último o Grafite, que expressa o movimento com suas artes realizadas na maioria das vezes com tinta spray, vezes subindo em grandes alturas, outras em lugares inusitados como até em rede de esgotos como faz o grafiteiro “Zezão” que hoje apresenta suas artes pelo mundo afora, e arte feita em grandes extensões como a realizada em Itapevi em São Paulo, o maior mural do mundo com 5.742 metros quadrados na Rodovia Castelo Branco realizado por Eduardo Kobra.

foto retirada do site "meioemensagem.com.br"


    A cultura Hip Hop é muito extensa, e apesar de seu curto tempo deixou e vem deixando muitas marcas positivas no mundo. Grandes projetos realizados por artistas talentosos que estão conquistando seu espaço no ramo artístico apresentando-se em vários lugares importantes e com conteúdo bastante inteligente. Mas por enquanto deixo apenas esse fragmento, porque vem muita coisa pela frente.