Quando
falo em Hip-Hop a única palavra que me vem na cabeça é REBELDIA (em alto e bom
tom mesmo). O ato de se rebelar é fazer diferente dos que fizeram no passado. E
sim, rebeldia no ato de destruição de ideias, dogmas e preconceitos já
estabelecidos.
Depois
de assistir uma entrevista com Nelson Triunfo, um dos pioneiros no Break Dance,
tive que admitir, o rap (rhythm and poetry) nasceu com a cultura nordestina, na
música falada, ritmada, conhecida como repente. Porém, oficialmente o movimento
começou em meados dos anos 80, com o primeiro álbum “Hip Hop Cultura de Rua” produzido
em 1988 por DJ Hum, Thaíde, MC Jack e Código13, em São Paulo. A forma como
cantam e expressam ideias lembra muito a série “The Get Down “produzida pelo
Netflix, com muitas cores, história e emoções, mostrando como foi formada a
cultura Hip Hop nos Estados Unidos, mais exatamente no Brooklyn. Retrata a
dificuldade que era fazer música deste estilo na época, como também não foi
nada fácil aqui no Brasil, como retrata no documentário brasileiro “Marco Zero
do Hip Hop”. Confere aí em baixo:
"Marco Zero do Hip Hop"
"Hip Hop Cultura de Rua"
Como
a grande maioria conhece, o Hip Hop possuí 4 elementos: O MC, que é o Mestre de
Cerimônia, o poeta, que motiva as pessoas com suas rimas. O DJ que sempre junto
com o MC é o que dá ritmo a coisa toda, utilizando de equipamentos eletrônicos
como teclado, MPC, Toca Discos e afins. O B-boy ou B-girl com vários estilos de
dança misturados e performances únicas que os diferenciam entre eles mesmos.
Por final mas não por último o Grafite, que expressa o movimento com suas artes
realizadas na maioria das vezes com tinta spray, vezes subindo em grandes
alturas, outras em lugares inusitados como até em rede de esgotos como faz o
grafiteiro “Zezão” que hoje apresenta suas artes pelo mundo afora, e arte feita
em grandes extensões como a realizada em Itapevi em São Paulo, o maior mural do
mundo com 5.742 metros quadrados na Rodovia Castelo Branco realizado por
Eduardo Kobra.
foto retirada do site "meioemensagem.com.br"
A
cultura Hip Hop é muito extensa, e apesar de seu curto tempo deixou e vem
deixando muitas marcas positivas no mundo. Grandes projetos realizados por
artistas talentosos que estão conquistando seu espaço no ramo artístico
apresentando-se em vários lugares importantes e com conteúdo bastante
inteligente. Mas por enquanto deixo apenas esse fragmento, porque vem muita
coisa pela frente.

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